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PT · Estratégia de IA & Transformação

Como verificar cases e referências de uma consultoria de IA antes de contratar

Converta cases e depoimentos em uma cadeia verificável de escopo, baseline, equipe, entrega, resultado, falhas e referência independente.

Um portfólio fechado é decomposto em sete módulos de evidência antes de passar por um gate de contratação.
O AI Delivery Evidence Chain-7 transforma cases e referências em provas comparáveis antes da contratação. · Generated with OpenAI

Não valide uma consultoria de IA pela marca do cliente, pelo slide final ou por um percentual isolado. Reconstrua cada case como uma cadeia: problema e baseline; escopo realmente entregue; equipe responsável; dados, modelos e integrações usados; método de medição; resultado e contramétricas; falhas, recuperação e condição atual. Depois confirme os pontos críticos com uma referência escolhida pelo comprador, não apenas com o contato mais satisfeito oferecido pelo fornecedor.

O melhor case não é necessariamente o mais famoso. É o mais parecido com sua decisão em risco, dados, integração, usuários, escala e estágio operacional. A FAR 15.305 trata desempenho anterior como indicador, mas exige considerar relevância, atualidade, fonte, contexto e tendência. Use o mesmo princípio para serviços de IA: compare evidência contextual, não logotipos.

AI Delivery Evidence Chain-7: scorecard de 28 pontos

Pontue cada prova de zero a quatro: zero é ausente; um, afirmação promocional; dois, evidência parcial; três, evidência verificável e contextualizada; quatro, evidência confirmada por artefatos e referência independente. Exija pelo menos 21 de 28, nenhum zero e aprovação dos cinco filtros eliminatórios.

  • Relevância — setor, decisão, usuário, risco, dados, integrações, volumes, estágio e restrições comparáveis.
  • Baseline — situação anterior, período, fonte dos dados, qualidade mínima e hipótese de mudança.
  • Escopo e responsabilidade — o que a consultoria decidiu, construiu, integrou, operou e o que ficou com cliente ou terceiros.
  • Equipe entregue — nomes ou papéis, senioridade, alocação, subcontratação e correspondência com a equipe proposta.
  • Caminho técnico e operacional — modelos, dados, avaliação, segurança, adoção, observabilidade, incidentes e transferência.
  • Resultado verificável — fórmula, período, denominador, contramétricas, custo total, atribuição e situação atual.
  • Referência independente — patrocinador, operador e responsável técnico que confirmam fatos, dificuldades, comportamento e continuidade.

Cinco filtros eliminatórios

  • O fornecedor não separa sua contribuição do trabalho do cliente, plataforma ou outro parceiro.
  • O resultado não possui baseline, período, denominador, fonte ou método de atribuição explicável.
  • A equipe apresentada no case não corresponde à equipe que executará sua conta e a substituição não é declarada.
  • A referência só confirma satisfação geral, mas não pode validar escopo, operação, falhas ou resultados.
  • O fornecedor impede qualquer verificação independente e oferece apenas cases anonimizados sem artefatos alternativos.

Peça uma ficha de evidência por case

Limite cada ficha a duas páginas: contexto; decisão; baseline; escopo; equipe; arquitetura e dependências; avaliação; cronograma; custo de operação; resultado; contramétricas; falhas; status atual; artefatos disponíveis; e pessoas que podem confirmar. Remova material confidencial, mas preserve definições e relações causais. Um número sem denominador ou atribuição deve ser tratado como não verificado.

O CPARS avalia qualidade com dados como confiabilidade, falhas, comentários de usuários, taxas de aceitação e retrabalho. Essa variedade é útil para IA: não aceite apenas acurácia, produtividade ou receita. Peça qualidade, adoção, custo por resultado, incidentes, revisão humana e carga operacional.

Conduza três referências, não uma conversa institucional

  • Patrocinador executivo: decisão, valor, governança, transparência e intenção de contratar novamente.
  • Owner operacional: adoção, qualidade, exceções, suporte, incidentes, custo e capacidade de operar sem dependência excessiva.
  • Responsável técnico ou de dados: arquitetura, integrações, segurança, avaliação, documentação e qualidade da transferência.

A GSA reconhece questionários adaptados, entrevistas e outras fontes para coletar desempenho anterior. Padronize as perguntas e registre quem respondeu, relação com o projeto e o que conseguiu verificar. Não peça dados confidenciais nem contorne restrições contratuais.

Dez perguntas que revelam mais que um depoimento

  • Qual era o baseline e quem o mediu?
  • Que parte foi realmente entregue por essa equipe?
  • O que precisou ser redesenhado depois do início?
  • Qual foi a falha mais séria e como o fornecedor reagiu?
  • Que resultado permaneceu após seis meses?
  • Quais custos ou tarefas operacionais ficaram fora do case?
  • A equipe prometida permaneceu alocada?
  • Como segurança, privacidade e mudanças de modelo foram tratadas?
  • A documentação permite operar, auditar e trocar de parceiro?
  • Você contrataria a mesma equipe novamente para um caso semelhante?

Normalize antes de comparar finalistas

Classifique cada case por relevância, confiança da evidência e contribuição real do fornecedor. Não penalize automaticamente uma empresa nova sem logotipos famosos: permita prova por protótipo, projeto menor, artefatos, equipe e piloto pago. World Bank recomenda combinar critérios de qualidade e valor com preço; use a referência para reduzir incerteza, não para preservar incumbentes.

Conecte cases, equipe, proposta e piloto

Use https://makinai.co/insights/pt/como-avaliar-propostas-consultoria-ia-scorecard para normalizar propostas, https://makinai.co/insights/pt/como-avaliar-equipe-consultoria-ia-antes-contratar para verificar quem executará e https://makinai.co/insights/pt/como-estruturar-piloto-pago-contratar-empresa-ia para produzir evidência no seu ambiente. Conheça https://makinai.co/services/pt/consultoria-estrategia-ia-transformacao.

Quando envolver a MAKINAI

A MAKINAI pode transformar cases em fichas comparáveis, conduzir entrevistas estruturadas e converter lacunas em perguntas de RFP, sessão finalista ou piloto pago. A recomendação deve registrar o que foi confirmado, o que continua sendo hipótese e que risco o comprador decidiu aceitar.

Fontes e referências

  1. FAR 15.305 — Proposal Evaluation · U.S. Acquisition.gov

    Determina que relevância, atualidade, fonte, contexto e tendências sejam considerados ao avaliar desempenho anterior.

    2026-09-02
  2. GSA 570.306 — Evaluating Offers · U.S. General Services Administration

    Reconhece questionários, entrevistas e outras fontes como meios para obter informações de desempenho anterior.

    2026-09-02
  3. CPARS — Quality Evaluation Area · U.S. Contractor Performance Assessment Reporting System

    Relaciona qualidade a objetivos do projeto, confiabilidade, falhas, comentários de usuários, aceitação e retrabalho.

    2026-09-02
  4. World Bank — Rated Criteria · World Bank

    Orienta a avaliação de valor, qualidade, sustentabilidade e atributos não financeiros junto com preço e custo de ciclo de vida.

    2026-09-02
  5. UK Government — Sourcing Playbook · UK Government

    Estrutura decisões de sourcing, avaliação de propostas, due diligence e gestão do desempenho do fornecedor.

    2026-09-02
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