Resposta direta: escolha uma agência de GEO pela capacidade de demonstrar seis provas conectadas: mapear perguntas comerciais reais, garantir elegibilidade técnica, criar fontes originais úteis, fortalecer autoridade verificável, medir aparições de forma reproduzível e transformar descoberta em demanda qualificada. Nenhuma agência controla se um modelo citará uma página. Desconfie de garantias de ranking ou citações. Exija hipótese, linha de base, método, evidência e impacto comercial para cada frente.
GEO, AEO ou otimização para mecanismos generativos descreve o trabalho de tornar uma empresa compreensível, recuperável e útil em experiências de busca com IA. Mas o rótulo não cria um canal independente da web. O Google afirma que suas experiências generativas continuam apoiadas em sistemas centrais de Search e recomenda SEO sólido, conteúdo original e autoridade autêntica. A OpenAI orienta publishers a permitir o OAI-SearchBot e oferece parâmetros para medir referências do ChatGPT. O parceiro deve trabalhar com essas condições reais, não com mitos.
O GEO Evidence-6 da MAKINAI
Compare agências por seis provas: Demanda, Elegibilidade, Fonte, Autoridade, Medição e Conversão. Cada prova precisa de entregável, métrica, responsável e limitação declarada. Depois aplique um protocolo de teste: selecione prompts definidos antes do trabalho, execute verificações neutras, registre data, modelo, resposta e URL citada e compare o movimento ao longo do tempo. A agência deve aceitar resultados negativos sem mudar retroativamente o critério.
1. Prova de Demanda: quais perguntas justificam investimento?
A estratégia deve começar pelas decisões do cliente, não por uma lista de palavras genéricas. Peça um mapa que conecte pergunta, persona, estágio, mercado, idioma, serviço, evidência necessária e próxima ação. Consultas como “qual empresa contratar”, “como comparar propostas” ou “quanto custa” têm valor diferente de definições amplas. A agência deve priorizar cobertura por potencial comercial, fit e possibilidade de produzir uma resposta defensável.
- Evidências: inventário de prompts em português, inglês e espanhol; classificação por intenção; página ou lacuna correspondente; presença atual; fontes que dominam a resposta; dificuldade; valor provável; regra de prioridade. Alerta: centenas de prompts quase idênticos contam como oportunidades distintas.
2. Prova de Elegibilidade: o site pode ser descoberto e entendido?
Antes de produzir conteúdo, a agência precisa auditar rastreamento, indexação, renderização, status HTTP, canonical, hreflang, sitemap, estrutura interna, velocidade, mobile e dados estruturados adequados. Para o ChatGPT, a documentação da OpenAI indica que o OAI-SearchBot não deve ser bloqueado quando o publisher deseja inclusão em resumos e snippets. Permitir um crawler é condição de elegibilidade, não promessa de citação.
Peça validação pública de amostras críticas e uma lista de bloqueios com impacto e responsável. Arquivos especiais ou markup inventado não substituem HTML acessível e conteúdo indexável. O próprio Google afirma que llms.txt e marcações especiais não são necessários para suas experiências generativas. Um parceiro sério separa requisito documentado, experimento e hipótese.
3. Prova de Fonte: existe algo que valha a pena citar?
Modelos e sistemas de busca precisam de páginas que respondam claramente e acrescentem valor. A agência deve saber produzir estudos, comparações, frameworks, dados próprios, documentação, ferramentas, explicações e páginas de serviço sustentadas por experiência real. Conteúdo que apenas reorganiza o consenso oferece pouco motivo para ser selecionado. Exija resposta direta, autoria adequada, fontes verificáveis, atualização e ligação entre afirmação e evidência.
Google recomenda conteúdo não comoditizado, útil e liderado por especialistas. Também alerta que gerar muitas páginas sem valor pode configurar abuso de conteúdo em escala, independentemente de como foram criadas. Pergunte qual é a contribuição original de cada pauta e quais pautas a agência recusou por falta de evidência. Volume não deve ser a métrica principal.
4. Prova de Autoridade: outras fontes confirmam a entidade?
O site próprio declara quem a empresa é; fontes independentes ajudam sistemas e pessoas a verificar. A proposta deve mapear presença factual em diretórios relevantes, associações, mídia, perfis, parceiros, eventos e conteúdo de terceiros. Exija consistência de nome, URL, descrição, liderança, serviços e mercados, além de dados estruturados que conectem a entidade às mesmas referências.
Rejeite compra de menções, avaliações artificiais, listas patrocinadas disfarçadas ou publicação em domínios sem relação. O Google afirma que buscar menções inautênticas não é uma estratégia útil para seus sistemas generativos. A agência deve criar oportunidades legítimas: pesquisa original, colaboração editorial, reviews genuínos, contribuições especializadas e ativos que outras pessoas realmente queiram referenciar.
5. Prova de Medição: o resultado pode ser reproduzido?
A medição precisa separar elegibilidade, indexação, impressão, aparição, citação, clique, sessão e lead. Para prompts, defina pergunta exata, idioma, mercado, ferramenta, modelo, web habilitada, data e regra de sucesso. Só conte uma aparição quando a resposta usar ou citar uma URL confirmada da empresa. Preserve evidência e histórico; uma captura isolada não demonstra cobertura estável.
No Google, o relatório específico de IA do Search Console mostra impressões em AI Overviews e AI Mode quando disponível. No ChatGPT, a OpenAI informa que links de referência incluem utm_source=chatgpt.com, permitindo análise em ferramentas como GA. A agência deve declarar lacunas: algumas plataformas não fornecem impressão ou prompt completo, personalização pode variar e resultados mudam. Não aceite um dashboard que transforma estimativas em fatos.
6. Prova de Conversão: descoberta vira oportunidade comercial?
Uma citação sem próxima ação pode ter pouco valor. Verifique se páginas citáveis conectam o leitor a serviço, diagnóstico, contato ou ferramenta apropriada. A agência deve instrumentar origem, landing page, engajamento e eventos de lead e combinar volume com qualidade. Defina o que é lead qualificado: mercado atendido, problema compatível, senioridade ou empresa, consentimento e intenção real.
Peça um modelo que ligue prompts a páginas, páginas a CTAs, CTAs a eventos e eventos a pipeline. Quando atribuição direta não existir, use evidência assistida com limites explícitos. Evite inventar “receita de IA” com janelas e modelos opacos. O objetivo é construir um caminho plausível para demanda, não transformar qualquer sessão de referência em sucesso.
Como pontuar agências em 24 pontos
Atribua de zero a quatro pontos para cada prova: zero, ausente; um, promessa; dois, método descrito; três, evidência parcial; quatro, execução reproduzível. Exija pelo menos três em Elegibilidade, Fonte e Medição. Não compense conteúdo fraco com técnica nem medição fraca com aparições anedóticas. Avalie também a equipe real: estratégia, pesquisa, conteúdo, SEO técnico, desenvolvimento, analytics, relações externas e geração de demanda.
Piloto recomendado de 8 a 12 semanas
Escolha um serviço prioritário, três mercados linguísticos e um conjunto pequeno de perguntas comerciais. Registre linha de base, corrija bloqueios, melhore páginas existentes e produza poucos ativos originais. Configure medição, execute verificações em cadência fixa e acompanhe impressões, citações, referências e leads. O piloto deve terminar com aprendizados por prompt e página, não com um relatório de “otimizações” sem mudança observável.
- Entregáveis mínimos: mapa de demanda; auditoria técnica; backlog priorizado; briefs com contribuição original; páginas publicadas; plano de autoridade; protocolo de medição; evidências; dashboard de referências e leads; histórico de mudanças; riscos e próximos testes.
Sinais de alerta e próximo passo
- Garantia de citações; criação massiva de páginas; llms.txt vendido como solução principal; prompts escolhidos depois do resultado; aparição sem URL contada como citação; menções ou reviews artificiais; tráfego chamado de lead; ausência de linha de base; dependência de uma plataforma; conteúdo sem especialista ou fonte; dashboard sem evidência bruta; nenhum plano de conversão.
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